Valuation na prática: EV/EBITDA, P/VP e P/L — quando usar cada múltiplo?
Aprenda a aplicar os principais múltiplos de valuation para avaliar se uma ação da B3 está cara ou barata em relação aos seus pares.
Por que múltiplos de valuation importam?
Comprar a ação mais barata em termos absolutos não é necessariamente um bom negócio. O valuation relativo — comparar a empresa com seus pares de setor — é a ferramenta mais usada pelos analistas para determinar se um ativo está sobrevalorizado ou subvalorizado.
P/L (Preço/Lucro)
Indica quanto os investidores pagam por cada real de lucro gerado. Melhor para empresas com lucros previsíveis e crescentes. Não funciona bem: empresas com prejuízo, bancos (que usam alavancagem) ou empresas de commodities com lucros muito voláteis.
P/VP (Preço/Valor Patrimonial)
Compara o preço de mercado com o patrimônio líquido contábil. É especialmente útil para bancos e seguradoras, onde o valor dos ativos é bem definido. Um P/VP abaixo de 1 pode indicar ação descontada — ou que os ativos estão deteriorando.
EV/EBITDA (Enterprise Value / EBITDA)
É o múltiplo mais comparável entre empresas com estruturas de capital diferentes. O EV captura tanto a dívida quanto o caixa. O EBITDA normaliza o resultado antes de juros, impostos e depreciação. Excelente para comparar empresas de capital intensivo como VALE3, CSNA3 e SUZB3.
Regra de ouro
Compare sempre dentro do mesmo setor e com o histórico da própria empresa. Uma WEGE3 com P/L de 40x pode ser barata para seus padrões históricos; uma empresa de commodities com P/L de 10x pode ser cara se o ciclo estiver no pico.
Use a nossa ferramenta de comparação para analisar múltiplos lado a lado.